Grupo Sucesso

Consultoria de RH ganha espaço em empresas em expansão; caso da Livantti mostra como funciona o BPO.

Com processos antes concentrados no CEO, clínica recorreu à consultoria para estruturar metas, cultura, indicadores e rotinas de gestão de pessoas.

Empresas que crescem sem organizar a gestão de pessoas costumam esbarrar no mesmo problema: processos dispersos, decisões concentradas no dono e Recursos Humanos (RH) reduzido a tarefas operacionais. Nesse cenário, o Business Process Outsourcing (BPO) de RH, terceirização de processos de recursos humanos, tem ganhado espaço como alternativa para negócios que ainda não têm uma área interna estruturada, mas já precisam profissionalizar a operação.
                                                                                                                                                                           

  A gerente de RH da consultoria Sucesso, Vanessa Souza, resume o modelo como a entrega dessa frente a especialistas externos.

“Você não tem em sua estrutura a área e entrega para uma empresa que tem especialistas que possam atuar”, afirma.

Ela destaca que esse apoio pode incluir recrutamento e seleção, folha, treinamento e, principalmente, atuação como parceiro do negócio, com olhar para cultura, dores da empresa e entregas mais estratégicas.                                                                                 

Foi esse tipo de arranjo que passou a ser adotado pela Livantti, clínica criada em novembro de 2025 a partir da evolução do Instituto Dr. Diego Santos, fundado em 2020. Com a expansão da operação, o crescimento passou a exigir uma estrutura mais robusta de gestão.

“O principal desafio de uma clínica que cresce é, de fato, gerir as pessoas”, diz o CEO, Diego Santos. Hoje, segundo ele, a empresa conta com 14 pessoas diretamente na equipe, além das consultorias.
                                                                                                                                                                                Antes da estruturação do RH, conflitos e decisões do dia a dia acabavam recaindo sobre o próprio fundador ou eram resolvidos de forma informal por lideranças da operação.

“Antes da gente ter o setor de RH dentro da empresa, quem coordenava os conflitos, muitas vezes, era eu como CEO”, relata Diego. Para ele, esse modelo passou a limitar a expansão do negócio.
                                                                                                                                                                   

        Na leitura de Vanessa Souza, o diagnóstico inicial mostrou justamente esse cenário: processos pouco estruturados e parte da rotina de RH centralizada no CEO. A resposta veio com a organização de cargos, metas individuais, conversas de desempenho, treinamentos, ações de endomarketing, rituais de cultura e acompanhamento de indicadores.
                                                                                                                                                                             

Na prática, a mudança permitiu redistribuir decisões e dar mais previsibilidade à operação. Diego aponta que o principal ganho foi sair da centralização.

“O principal ganho foi eu delegar mais tomadas de decisões que antes eram centralizadas em mim.” Ele também relata economia de tempo e menos erros em bonificações, supervisão de indicadores e pagamento por metas cumpridas.
                                                                                                                                                                               

O avanço desse tipo de serviço acompanha um mercado mais amplo de expansão empresarial e formalização do trabalho. O Brasil registrou 24,2 milhões de empresas ativas no segundo quadrimestre de 2025, e encerrou o mesmo ano com saldo positivo de 1,279 milhão de empregos formais, segundo dados do governo federal.

No setor de serviços, o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares representa 21,67% da estrutura investigada pelo IBGE, o que ajuda a explicar a demanda crescente por apoio especializado em gestão.
                                                                                                                                                                                Para Vanessa Souza, um erro recorrente é tratar RH apenas como departamento pessoal. Outro, afirma, é repassar a área a profissionais sem formação específica, o que tende a gerar excesso de burocracia e processos pouco conectados à jornada real do colaborador. Na avaliação dela, o BPO se torna mais útil quando a empresa está disposta a rever processos, cultura e forma de liderar.

“Vai requerer dedicação e o reconhecimento de que processos precisam ser mudados. Nem todo dono está preparado para isso”, afirma.

https://www.folhape.com.br/economia/consultoria-de-rh-livanti-bpo/474764/#goog_rewarded

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